Inovação na Procter & Gamble segundo A.G. Lafley: Ver o processo como o consumidor


inovação na Procter & Gamble (P&G), é vista sob o ponto de vista do consumidor e segundo a sua apreciação.    


A inovação é basicamente composta por todos envolvidos, como a brand, o produto, o seu design, funcionalidades e caraterísticas, modelo de negócio, introdução no mercado e rede de abastecimento, num cruzar de conhecimentos que origine melhores produtos a preços mais baixos.

Como é feita? O slogan da P&G é “O consumidor é o chefe”. É o consumidor quem está no centro de todo o processo de inovação, estando comprometido connosco desde o 1º minuto. A seguir a ele vem a ideia e a tecnologia, a criação de um protótipo, mesmo que muito rudimentar, que é logo testado por um grupo alvo de consumidores que representam o segmento que pretendemos atingir, composto por quem compra e quem usa.

 

 
Para a concretização é fundamental o que a P&G chama de processo de análise da inovação. Este varia consoante o tipo de produto, indústria e  empresa associada, mas existem pontos comuns. É importante que os parceiros e todos os envolvidos no processo estejam presentes, como o CEO, o diretor de negócio, de R&D, design, estudo do consumidor, da equipa de inovação e dos investigadores.

Esta reunião dura 3 a 4 horas e analisa todos os aspetos críticos da inovação, como:
  • Associar os objetivos e estratégia do negócio aos da inovação.
  • Tendo definido o que se pretende crescer em termos de negócio, averigua-se se há inovação e produtos suficientes para atingir os objetivos de crescimento traçados e analisa-se a concorrência.
  • Define-se o que é necessário fazer para que o novo produto chegue ao consumidor e quanto tempo demorará.
  • Analisam-se 5 a 10 cartazes publicitários e 3 a 5 guiões de publicidade e com eles focam-se os pontos-chave:
    • Temos uma ideia?
    • Temos uma tecnologia?
    • Temos um protótipo?
    • Temos avaliações dos consumidores-alvo?

Deste modo conseguem concluir quais as suposições fundamentais que, estando validadas garantem o sucesso do produto e se tal não acontecer levam a que seja um erro e a inovação tenha de ser abandonada.

No final da reunião verificam se têm ideias com garantias de sucesso suficientes para atingirem a cota de mercado que pretendem nesse ano.

AG diz que nestas reuniões deixa que sejam os outros a liderar, nomeadamente o diretor da equipa de inovação ou de investigação, sendo que habitualmente foca os seguintes aspetos:

  • Existe alinhamento com a estratégia?
  • Estão identificados os aspetos fundamentais e estes estão a ser tratados?
  • Existem suficientes recursos humanos e financeiros?
  • O que foi anteriormente definido para ser executado foi-o realmente?

Se o líder não estiver realmente envolvido, se o CEO não for também CIO a inovação não acontece. É preciso ter uma mente aberta, relacionar as coisas e trabalhar em grupo para se conseguir criar uma cultura de inovação numa empresa." -- A. G. Lafley


Segundo AG, para criar inovação numa empresa é preciso:

  • Conhecer realmente o cliente, quem são os seus melhores clientes e quais as suas necessidades;
  • Unir a equipa e definir uma estratégia e objetivos simples com algumas escolhas sobre o que fazer e não fazer;
  • Implementar um processo simples de reunir as ideias, transformá-las em conceitos e protótipos e mostrá-los ao cliente e ir daí para frente melhorando-o e qualifica-lo para venda.


lafleyAlan G. (AG) Lafley, considerado o impulsionador da inovação enquanto Presidente do Conselho de Administração e CEO da Procter & Gamble entre 2000 e 2009, sendo diretor desta desde 2002, voltou a assumir a sua liderança em 2013. Lafley graduou-se no Hamilton College e fez um MBA na Universidade de Harvard, após o qual entrou para a Procter & Gamble. AG Lafley oi nomeado vice-presidente do grupo em 1992, vice-presidente executivo em 1995 e, em 1999, presidente da área de beleza e da América do Norte. Serviu como diretor executivo entre 2000 e 2009 e como presidente do conselho de administração desde 2002 até à sua aposentação em 2009. Atualmente é partner da Clayton, Dubilier e Rice, uma empresa de investimento de capital privado, e presidente do conselho de administração da Faculdade de Hamilton. Lafley foi ainda diretor da Dell Inc. nos últimos cinco anos. Este reassumiu recentemente a liderança da Procter & Gamble.

[Leia aqui mais sobre Inovação]                                                                                             [Topo]

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