Tem de ter uma conversa difícil com os seus colaboradores? – Prepare-se


Foge de ter reuniões para debater temas delicados com os seus funcionários? – Não pode. A solução é ter alguns cuidados, antes e durante as conversas difíceis.
 
 


Jon Forknell  
      

UnhappyBusinessman


É uma das coisas mais difíceis que terá de fazer enquanto líder/responsável por uma equipa: ter uma conversa de natureza sensível com um colaborador. No entanto não importa o quão desconfortável ou desenquadrado se sinta neste tipo de situações: não as pode evitar. Em algum ponto durante a sua carreira vai ter de se reunir com um funcionário para debater um assunto suscetível, quer seja sobre o desempenho no trabalho, questões de Recursos Humanos, ou outro tema, e que os vai deixar pouco à vontade. Assim, e para que a sua próxima conversa do género corra da melhor forma, apresentamos algumas dicas úteis sobre como abordar situações/reuniões internas complicadas.


Tenha um objetivo claro
Antes de agendar a reunião ou conversa, tenha em conta os seus objetivos. O que quer abordar? O que espera ganhar ao ter a conversa? Saber o porquê por detrás da reunião irá guiá-lo em direção a uma solução. Se não tiver uma noção clara do resultado pretendido, a discussão não será produtiva ou útil, tanto para si como para o trabalhador.


Marque uma reunião
Sabe que precisa de ter uma conversa difícil. O mais provável é o seu funcionário também saber o que está para vir. Ainda assim, é importante que ele não seja apanhado de surpresa. Se bem que tal pode levá-lo a levantar de imediato as defesas, o que vai dificultar o diálogo. No entanto convém marcar a reunião com antecedência. Mantenha os detalhes a um mínimo, mas deixe claro que vai haver reunião, dando tempo ao colaborador para digerir o que vai acontecer, de forma a não se sentir “apanhado na curva”.


Avance resoluto
Iniciar conversas difíceis é talvez uma das partes mais complicadas. Comece de forma resoluta, forte, abordando de imediato a questão. Quanto mais direto for na reunião, menos tensão haverá entre si e o visado.


Pergunte, não acuse
Uma vez apresentada a sua preocupação, peça ao trabalhador que lhe conte o seu lado da questão. Isto dá ao funcionário a oportunidade de ter algo a dizer, o que derruba as defesas que ele ainda possa ter erguidas. À medida que a conversa for avançando, mantenha esta abordagem não-acusadora.


Mantenha as emoções ao largo
As conversas difíceis podem escalar e sair rapidamente do controlo. Os trabalhadores podem chorar, reagir de modo ríspido e com frustração, ou então ficar em silêncio como uma forma de reação de revolta face ao que está a acontecer. Isto porque as emoções estão à flor da pele e ambas as partes estão nervosas. No sentido de reduzir a tensão inevitável, concentre-se em restringir os argumentos emocionais a um mínimo. Se o trabalhador reagir de forma acusadora, não vá atrás, não atue da mesma forma. Aceite os momentos de pausas constrangedoras ficando em silêncio em vez de tentar preencher o vazio com palavras potencialmente emotivas. Quanto mais tentar manter as emoções de fora da conversa melhor a reunião irá correr.


Dê (seja) o exemplo
Quando estiver a preparar-se para ter a reunião, lembre-se de que, enquanto líder, é quem está ao leme da conversa. Dê o exemplo de como quer que a reunião prossiga, falando com o colaborador da maneira que espera que ele se dirija a si. Isto irá definir de imediato o tom para a reunião, que começa com o pé direito.


17-12-2015


Fonte: AllBusiness


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JonForknellJon Forknell é vice-presidente e general manager da Atlas Business Solutions, companhia especializada em software direcionado para a gestão de trabalhadores, como o ScheduleBase, entre outras soluções para empresas. A Atlas Business Solutions entrou no Top 500 Empresas de Software (da Software Magazine) de 2004 a 2007, e de novo em 2010 e em 2013.


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