Ferreira de Oliveira, João Bento, Rui Miguel Nabeiro e Zeinal Bava: Como deve um líder reagir ao erro?


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anuel Ferreira de Oliveira, CEO da Galp, João Bento, CEO da Efacec, Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta, e Zeinal Bava, Presidente da Oi, aconselham os líderes sobre como reagir ao erro.
"O mais importante não é cometer um erro, mas sim saber lidar com esse erro", refere Zeinal Bava.   


O limite não se define por ser apenas mais um, mas por ter a coragem e a ousadia, mas ao mesmo tempo a humildade suficiente para ultrapassar momentos menos bons." - Rui Miguel Nabeiro


João Bento, Presidente Executivo da EFACEC 
Sem dúvida nenhuma reconhecê-lo, analisar as causas que possam ter estado associadas a esse erro e tirar partido daquilo que correu mal para assegurar que não volta a acontecer.

 

Manuel Ferreira de Oliveira, CEO da GALP
Reconhecê-lo. Um dos atributos de qualquer pessoa que pretende liderar é a transparência e não há ninguém que seja perfeito e o reconhecimento imediato dos erros é a melhor forma de exprimir os fundamentos da sua transparência.

 

Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta
O medo de errar é algo que não deveremos ter. Se não cometermos erros não vamos aprender. Enquanto seres humanos, somos muito pragmáticos, gostamos muito de experimentar por nós próprios, daí também a importância de ouvimos os mais velhos, que se calhar já cometeram alguns dos erros que nós estamos agora prestes a cometer. Há que não ter medo de errar. Só quem é corajoso e ousado é que consegue fazer a diferença, porque no limite será apenas mais um. O limite não se define por ser apenas mais um, mas por ter a coragem e a ousadia, mas ao mesmo tempo a humildade suficiente para ultrapassar momentos menos bons.

 

Zeinal Bava, Presidente Executivo da Oi 
Penso que temos de aprender com os erros. Não devemos ter medo de tomar decisões e temos de ter uma noção muito clara de que só não erra quem não toma decisões. Quando já está feito é muito fácil adivinhar como é que as coisas efetivamente acabam por terminar. Nós precisamos de saber viver e conviver com isso e tipicamente quem ganha não é quem acerta mais vezes, mas quem erra mais vezes. Por isso mesmo temos de ter um posicionamento, um ADN muito mais de tentativa/erro. Temos de fazer tudo o que é possível para garantir que limitamos a possibilidade de ter erro o máximo possível. Por exemplo o planeamento é fundamental. Costuma-se dizer que uma grande diferença dos japoneses para com o resto do mundo é que estes passam nove anos a planear, um ano a construir e constroem. Já nós tipicamente construímos num ano e passamos nove a concertar o que construímos. Acho que entre estes dois extremos há um equilíbrio que cada um deve encontrar. Falando um pouco também nos jovens, é a altura de fazer coisas novas e diferentes, de tropeçar, cair e levantar. O mais importante não é cometer um erro, mas sim saber lidar com esse erro e depois recuperar e com mais força, com mais conhecimento, e depois fazer mais e melhor.



Leia as entrevistas completas com os líderes:


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