A lição mais importante de Steve Jobs segundo John Sculley, antigo CEO da Apple


Quando se trata de inovação, a perspetiva é de suma importância. Esta é “a” lição que o ex-CEO da Apple, John Sculley, considera ter aprendido com Steve Jobs quando os dois trabalharam juntos, no início da década de 1980
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JobsSculley


Com a estreia em Portugal do filme “Steve Jobs” – esta semana, 12 de novembro, realizado por Danny Boyle e protagonizado por Michael Fassbender – recuperamos o depoimento dado à Entrepreneur em novembro de 2014 por John Sculley (na foto, à direita de Steve, em 1983). Jobs, cofundador da Apple, e considerado o “pai” de invenções como o iPhone e o iPad, perdeu a batalha com o cancro há quatro anos, aos 56 de idade.


John Sculley, criticado por Jobs e outros como sendo um executivo muito focado nas vendas e com pouco know how técnico ou de engenharia, acabou por cofundar (com Robert Brunner, criador da Ammunition design) a Obi Worldphone, que em agosto último apresentou os smartphones Obi Worldphone SF1 e SJ1.5.


Voltando à lição. John Sculley refere que “costumávamos passear pelo campus da Apple. O Steve gostava de andar e falar”. Durante um desses passeios, Jobs esboçou uma teoria que tinha desenvolvido e apelidado de “zooming”.


E de que se trata o “zooming”? Primeiro, aborda-se determinado problema com a lente o mais ampla possível, uma técnica que “esticou os limites, e entrou mesmo em domínios totalmente diferentes”, diz Sculley. Com esta forma de pensar “over-the-top” e de grande plano, Jobs descobriu e incentivou novas conexões, e desenterrou soluções inovadoras. É então que se faz o zoom in, ou seja, o focar-se com a precisão de um laser em como implementar as novas soluções da forma o mais minimal e elegante possível. Para Jobs, a simplificação era tão importante, se não mais, que encontrar a solução.


“Se olhar para tudo o que a Apple faz”, verifica que a multinacional americana “está constantemente a reduzir as etapas. Tem tudo a ver com a experiência do utilizador e de a tornar mais simples”, afirma John Sculley. “Steve costumava dizer que a tecnologia ou podia ser linda – e ele era um fanático por fazer produtos que pudessem ser o mais bonitos possível, ou a tecnologia devia ser invisível, o que significa simplificar”, conclui.

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