Tom Davenport, quando questionado sobre o que faz da Google uma inovadora tão eficaz, refere a forma como está organizada, nomeadamente como recruta, como gere o pessoal, como cria um ambiente intelectualmente estimulante e como tentam potenciar a produtividade dos seus colaboradores. Para Davenport trata-se de todo um conjunto de traços distintos que conjugados se traduzem num elevado número de ideias de grande valor. Já quando questionado sobre que a partes específicas da máquina de inovação da Google devemos dar mais atenção de modo a também nós as aplicarmos nas nossas empresas, este sugere: - Criação de um ambiente onde seja fácil a movimentação entre o protótipo w o produto acabado;
- Construção de uma plataforma de escalonamento Radley (recolha automática de dados);
- Incentivo a um elevado número de inovações e testá-las de alguma forma na área de produção onde se integram;
- Gestão do conhecimento dos colaboradores;
- Forma como potenciam ao máximo o valor intelectual dos seus colaboradores;
- Modo como tomam decisões com base em análises e dados do mercado;
- Teste virtual aos produtos e com grupos-alvo.
Relativamente à grande resistência e tolerância da Google ao fracasso e o que temos a aprender com eles, menciona: - A humildade da equipa sénior, que admite que não sabe e que vão aprender e trabalhar com a equipa;
- A forma como avaliam o sucesso ou o fracasso;
- O facto de o CEO não controlar todos os processos de inovação, delegando, numa cultura que organizada no caos controlado e que acredita que se o CEO controlasse todos os processos de inovação não haveria inovações suficientes na empresa.
Davenport diz-nos que o que leve os talentos a quererem trabalhar na Google é o facto de qualquer colaborador, mesmo os recém-contratados, poderem rapidamente trazer novas ideias, formas de organizar o trabalho criando impacto.  | Tom Davenport é responsável pela área de Tecnologia da Informação e Gestão na Babson College. Os seus artigos e livros sobre reengenharia de processos de negócio, gestão do conhecimento, conhecimento da produtividade do colaborador e análise da competitividade contribuíram para um maior conhecimento dessas áreas. Autor de vários livros, escreveu artigos para publicações como a Sloan Management Review, California Management Review, Financial Times, Information Week e a CIO. | |