O lado lunar dos líderes

O desenvolvimento da liderança não deve ficar-se pelas qualidades positivas de um.....

Nem esquerda, nem direita. Em frente

Novembro de 2015. A política portuguesa deixou-se aprisionar nas grilhetas.....

Portugal entre os pingos da chuva: estadistas precisam-se

No imediato, e nos próximos anos, Portugal precisa de líderes políticos que sejam.....

Um mito empurra o Portugal político na direção errada

O mito de que só podemos viver com maiorias políticas, mesmo que artificiais,.....

Ciclo de compromisso e de esperança

Após estas eleições legislativas, a nova marca das lideranças necessárias em Portugal –.....

Como beneficiar com Silicon Valley

No artigo anterior abordei os traços fundamentais que caracterizam Silicon Valley. Neste texto.....

Os Líderes e as Megatendências do Século XXI – Carlos Oliveira

A liderança olha essencialmente para o futuro, para melhor se enquadrar com ele, para antecipar.....

A Reforma do Estado e os Líderes Operacionais – Carlos Oliveira

A Reforma do Estado é um tema recorrente e antigo, central para o desenvolvimento de Portugal......

Isabel dos Santos: Segredos e Poder do Dinheiro, de Filipe S. Fernandes


  Livro
Isabel-dos-Santos-livro
Título:
Isabel dos Santos: Segredos e Poder do Dinheiro
Autor: Filipe S. Fernandes
Edição: abril, 2015
Páginas: 190
Editor: Casa das Letras
button-Almedina


Sinopse   Opinião  Autor



  Sinopse

A mulher mais rica e poderosa de Portugal é a angolana Isabel dos Santos e segundo a revista Forbes é a primeira bilionária africana com uma fortuna avaliada em 3,7 mil milhões de dólares. Contudo, pouco se sabe sobre a sua vida e o seu império. Será Isabel dos Santos testa de ferro nos negócios do pai, José Eduardo dos Santos? Será ela um novo modelo de empresária africana, que prefere os negócios à política? Terá sido favorecida por ser a filha do Presidente da República de Angola desde 1979? Será que a sua formação anglo-saxónica lhe deu competências que poucos angolanos têm? Será que Isabel pode gostar de diamantes, champanhe, de festas em lugares paradisíacos e ser discreta? Quando e como fez Isabel dos Santos o seu primeiro milhão? Nos diamantes? Na concessão da rede de telemóveis, a Unitel que tem gerado milhões e milhões? Por que é Isabel dos Santos o símbolo do empresariado angolano e africano e, ao mesmo tempo, um exemplo da plutocracia e da extração de recursos com escasso proveito para o povo angolano? Como é que Isabel dos Santos gere o seu império empresarial que tem empresas em Angola, Portugal, Suíça, Cabo Verde? Por que razão é o membro do clã Santos com mais negócios e dinheiro? O poder de Isabel dos Santos em Portugal é temível ou é parte do futuro?

[Topo]


  Sobre o Autor

Filipe-Sa-Fernandes
Filipe S. Fernandes é licenciado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e iniciou a sua carreira de jornalista em 1985 no jornal Semanário. Em 1988 integrou a equipa fundadora da revista de negócios Exame, e, três anos depois, fez parte do grupo de criadores da revista Fortuna, depois Fortunas & Negócios. Entre 2000 e 2012 foi editor do Diário Económico e do Jornal de Negócios e director-adjunto da Exame. É autor de vários livros, entre eles "Alexandre Soares dos Santos".

[Topo]


  Opinião

Este livro apresenta na contracapa um conjunto de questões que, provavelmente, ocorrem a muitos de nós quando surge o nome Isabel dos Santos. Como ali se diz, “é a primeira bilionária africana (…) contudo pouco se sabe sobre a sua vida e o seu império.”

Este livro, escrito pelo jornalista Filipe S. Santos, que conta já com outras obras em que discorre sobre o percurso de outros líderes, como é o caso do que escreveu sobre Alexandre Soares dos Santos, pretende refletir e trazer alguma luz às questões que levanta na contracapa, tendo por base uma extensa pesquisa, a entrevistas que Isabel dos Santos deu e ao muito que se tem escrito por este mundo fora sobre esta e sobre os negócios em que esteve e está envolvida.

Muito se pode dizer, mas pouco se baseia no que esta verdadeiramente já disse e revelou sobre si e a sua visão de negócio. Muito se tem escrito, alguns factos, algumas especulações, algum diz que disse.

A verdade é que, como diz o livro, citando a entrevista ao Finantial Times, independentemente de ajudas, conhecimentos, oportunidades, entre outros possíveis, “há muitas pessoas com ligações familiares, mas que hoje não são ninguém. Quem for trabalhador e determinado vai ter sucesso, e isso é o principal.”

Este livro percorre a vida da empresária desde jovem, as raízes familiares, dos pais ao marido, e os negócios em que se tem envolvido e as parcerias estabelecidas.

Tem a virtude de reunir num só livro as várias abordagens que têm surgido sobre Isabel dos Santos e a dimensão que já hoje tem o seu vasto investimento e onde parece querer chegar.

Fátima Rodrigues

Entrevistas com Isabel dos Santos:



    O livro
  A
Isabel dos Santos: Princesa de Angola
Isabel dos Santos: Princesa de...
Fernandes, Filipe S.
€14.50 | €13.05
dquira

[Outras sugestões de leitura]                                                                  [Topo]

Como as Grandes Empresas Caem... e Como Muitas Empresas Resistem ao Declínio

  Livro
Como-as-grandes-empresas-caem-Jim-Collins
Título:
Como as Grandes Empresas Caem e Como Muitas Empresas Resistem ao Declínio
Autor: Jim Collins
Edição: 2011
Páginas: 197
Editor: SmartBook
button-Almedina


Sinopse   Opinião  Autor



  Sinopse

Perante o panorama desolador da queda das grandes empresas, Jim Collins começou a pensar: Mas, afinal, como caem as grandes empresas? O declínio pode ser detetado na sua fase inicial e ser evitado? Quais as circunstâncias que indicam que o estado de uma empresa chegou a um tal ponto em que a ruína se tornou um destino inevitável e inabalável? Como podem as empresas inverter a situação?

Em Como os Grandes Caem, Collins aborda estas questões, disseminando entre os empresários a esperança legítima de que é possível aprender a evitar o declínio, e que se estiverem a entrar num ciclo de declínio também é possível inverter essa situação. O projeto de investigação de Collins - com mais de quatro anos - deu a conhecer que o ciclo do declínio tem cinco fases:

Fase 1: O Excesso de Confiança Resultante do Êxito
Fase 2: A Procura Desenfreada por Mais
Fase 3: A Refutação de Riscos e Perigos
Fase 4: A Terrível Luta Pela Salvação
Fase 5: A Entrega à Insignificância ou à Morte

Se todos os empresários compreenderem as cinco fases do ciclo do declínio, as hipóteses de as empresas virem a bater no fundo diminuem substancialmente.

As grandes empresas podem ter um deslize, dos grandes, e recuperar.

Todas as instituições, por muito grandes que sejam, são susceptíveis de entrar em declínio. Não há lei da Natureza que diga que os mais fortes ficam sempre no topo. Qualquer pessoa pode cair e, eventualmente, a maioria cai. Contudo, e como a investigação de Collins salienta, há empresas que recuperam - em alguns casos voltam mais fortes do que nunca - até mesmo depois de mergulharem nas profundezas da fase 4.
O declínio é, afinal, auto-infligido, e a recuperação encontra-se, basicamente, nas nossas mãos. Nós não somos vítimas das nossas próprias circunstâncias, da nossa história ou, até mesmo, das derrotas desconcertantes que vamos sofrendo pelo caminho. Enquanto não formos totalmente colocados de parte, a esperança nunca morre. Os grandes podem cair, mas também se podem voltar a erguer.

[Topo]


  Sobre o Autor

Jim-Collins
Jim Collins é um estudioso do comportamento de grandes empresas, formador de líderes empresariais, orador e autor de vários artigos e livros sobre gestão. Foi professor na Universidade de Stanford, onde obteve o prémio Distinguished Teaching Award e trabalha, actualmente, no laboratório que criou, em Boulder, Colorado, onde se dedica a pesquisar e a estudar empresas. O seu livro Built to Last, um clássico de gestão que já vendeu milhares de exemplares em todo o mundo, resulta de uma investigação, de mais de uma década, sobre a longevidade de algumas empresas.

[Topo]


  Opinião

Será possível aplicar uma medicina preventiva nas empresas, de modo a evitar que possam entrar em declínio, quase como adotar hábitos ditos capazes de reduzir a probabilidade de sofrer de uma doença potencialmente fatal?

Jim Collins, autor do conhecido “De bom a excelente” (Good To Great), acredita que sim e que, como na doença, numa primeira fase o potencial declínio da empresa é difícil de detetar e fácil de curar, mas que numa segunda já será fácil de detetar mas difícil de curar.

É com base nessa crença que escreveu este “Como as Grandes Empresas Caem” e a partir da pergunta que um CEO de uma empresa líder mundial lhe colocou: “Quando se está no topo do mundo, quando se é a nação mais poderosa do mundo, quando se é o melhor naquilo que se faz, o próprio poder e o próprio êxito podem encobrir o facto de já se estar a caminhar para o declínio. Como é que poderemos sabê-lo?”

Collins e a sua equipa debruçaram-se sobre dados de 6 mil anos de história empresarial combinados, entre os quais registos financeiros de 70 anos, para chegarem às 5 fases do declínio que aqui apresentam, e que nos fornecem uma perspetiva científica fundamentada sobre como o declínio pode acontecer, mesmo aos aparentemente invencíveis, e como reduzir as hipóteses de tal acontecer.

Como diz o autor, “As grandes empresas podem ter um deslize, dos grandes, e recuperar. Embora não seja possível voltar atrás depois de a empresa chegar à fase 5, é possível mergulhar nas profundezas da fase 4 e, ainda assim, conseguir sair.”

“As nossas pesquisas indicam que o declínio organizacional é sobejamente autoinfligido e que a recuperação está, sobretudo, nas nossas mãos.”, diz Collins.

Para que lhe seja mais fácil “diagnosticar” o estado do avanço da potencial “patologia” de que a sua organização padece, no final de cada fase, Collins apresenta um resumo dos indicadores que a caraterizam, acompanhados por uma breve descrição dos “sintomas”.

Um pequeno livro que, estou certa, ajudará a “diagnosticar” muitas organizações e a começar a agir a favor da cura, com a clareza de pensamento a que Collins já nos habituou.

Fátima Rodrigues

 

    Adquira aqui
  Adquira aqui
Como as grandes empresas caem
Como as grandes empresas caem
Jim Collins
€16.90

 

[Outras sugestões de leitura]                                                                  [Topo]

Não Basta ser Bom, é Preciso Querer ser Bom. - O grande bestseller mundial de Paul Arden


  Livro
Nao-basta-ser-bom
Título:
Não Basta ser Bom, é Preciso Querer ser Bom.
Autor: Paul Arden
Edição: 2013
Páginas: 128
Editor: Clube do Autor
button-Almedina


Sinopse
   Opinião  Autor



  Sinopse

Não basta ser bom, é preciso querer ser bom é um guia conciso do famoso publicitário Paul Arden que vai ajudar os leitores a tirar maior partido de si próprios. Trata-se de uma Bíblia de bolso para os talentosos e os tímidos transformarem o impensável em inteligível e fazer possível o impossível.

[Topo]


  Sobre o Autor

Paul-Arden
Paul Arden foi um guru do mundo da publicidade. Durante os 15 anos que liderou a Saatchi & Saatchi, fez a conhecida agência publicitária viver o seu apogeu. Algumas das campanhas mais bem-sucedidas de sempre no Reino Unido, nomeadamente as da British Airways ou a do jornal The Independent, foram da sua autoria. Fundou ainda uma produtora cinematográfica em Londres e abriu uma galeria de fotografia com a sua mulher. Dedicou-se também à escrita, sendo autor dos best-sellers mundiais Não Basta ser Bom, é Preciso Querer ser Bom. (2013, Clube do Autor) e Whatever You Think, Think the Opposite (2006) e foi colunista do jornal The Independent. Deus Explicado Numa Viagem de Táxi (Sinais de Fogo, 2007) foi o seu último livro.


[Topo]


 

  Opinião

Se o leitor for como eu, concordará que é muito refrescante ler um livro que nos faz despertar o desejo de melhorar qualquer coisita em nós próprios, quanto mais não seja para deixar uma imagem mais positiva, marcar uma posição, assumir-se como mais proactivo, mais dinâmico, mais audaz, mais colaborativo ou outra característica qualquer que deseje aperfeiçoar. E todos queremos deixar o mundo um pouco melhor, apenas pelo facto de por cá termos andado, não é verdade?

E se, como eu, ainda pensa que há sempre algo que pode ser melhorado em si, mas não tem grande paciência para os grandes manuais de autoajuda, este é o livro mais indicado. E passo rapidamente a explicar as razões:
  1. É um livro pequeno, de fácil leitura, mas de grandes e profundas mensagens. Cada frase ou ideia evoca em nós uma imagem – e garanto-lhe que nos deixa a pensar “ah, é isto mesmo, vou passar a fazer assim”;
  2. O título é logo o primeiro momento de inspiração: “Não basta ser bom, é preciso querer ser bom” – confesse lá, esta frase não lhe implanta logo no cérebro a semente da ideia “eh lá, eu quero MESMO ser bom”? Pois, eu avisei! Ah, já agora, que estamos só nós aqui em privado: com esta frase não lhe apetece logo almejar a excelência? É que ser “só” bom agora parece pouco;
  3. É um livro de grande simplicidade – e isso, caro leitor, é um verdadeiro tesouro. Afinal não há que complicar o que pode ser simples – e ser simples devia ser um dos nossos objetivos individuais no dia-a-dia. Na verdade, todos os dias me pergunto: “como posso tornar isto mais simples?”, e cá está um verdadeiro exemplar de simplicidade (pois, e agora estou a perguntar-me: “porque razão não fui eu a ter a ideia de escrever este livro?”);
  4. É extraordinariamente estimulante – na verdade, é tão estimulante que o leitor começa a sentir-se subitamente criativo (mesmo que habitualmente não o seja) – tal é o poder das mensagens, como a seguinte: “É certo estar errado”. E que ideia lhe evoca esta frase? Posso-lhe dizer que, a mim, me permite a liberdade de cometer erros! Se o leitor for como eu, decerto tentará a todo o custo evitar cometer erros (na verdade, talvez o seu chefe também o ajude a pensar deste modo!), mas este livro poderá demonstrar-lhe os benefícios de cada erro que comete. Já pensou nisso? Cada erro, uma aprendizagem – não há dinheiro que pague isso;
  5. É provocatório – repare na frase: “Como pode engrandecer a sua empresa?”. Se o leitor, tal como eu, pretende orgulhosamente proclamar que trabalha na empresa X, decida que irá ajudar a empresa a atingir a excelência! Envolva-se! Não permita que ninguém fale mal da sua empresa! Ah, e não espere que os órgãos de gestão liderem o caminho: afinal eles estarão demasiado ocupados a gerir a empresa. E agora, já percebeu o seu papel? Ah pois é, a reputação é responsabilidade de todos;
  6. É disruptivo – ao romper com as convenções: “Já reparou que os melhores alunos não são necessariamente os que têm mais êxito na vida?” Agora pense nisto e redefina o seu conceito de êxito;
  7. É generoso – “Não se agarre às suas ideias” – se dermos tudo aquilo que sabemos, receberemos mais em retorno, é esta a ideia subjacente. E afinal de que temos medo? As ideias são conhecimento aberto: elas andam por aí, devem ser partilhadas;
  8. É inovador – “Se não é possível fazê-lo, faça-o” – afinal se não ousarmos, como saberemos que é possível? Vou contar-lhe um segredo: é assim que se batem os recordes!

Já está convencido? Se este aperitivo lhe despertou o apetite, poderá deleitar-se com o best seller mundial de Paul Arden, agora em português, que foi considerado um livro de culto no Reino Unido.

Maria José Alemão


  Adquira aqui

Não Basta Ser Bom, é Preciso Querer Ser Bom.
Não Basta Ser Bom, é Preciso...
Paul Arden
€9.90 | €8.91

 

[Outras sugestões de leitura]                                                                  [Topo]

Liderança - A Virtude está no Meio

  Livro
Lideranca-virtude-esta-no-meio


Título: Liderança - A Virtude está no Meio

Autor: Arménio Rego; Miguel Pina e Cunha

Edição: 2011

Páginas: 276

Editor: Actual                            button-Almedina copy

Sinopse    Opinião  Autores  Entrevista


  Sinopse


Por todo o lado se ouvem apelos à prática da liderança honesta e virtuosa, que permita pôr cobro aos escândalos da vida empresarial, política e financeira, contribuindo para o bem comum. Num mundo hipercompetitivo, quando a falta de escrúpulos vence, é difícil pregar as virtudes da liderança virtuosa. E, no entanto, as virtudes são críticas para as empresas e para a sociedade. Este livro pretende mostrar de forma realista como as virtudes podem ser postas ao serviço da liderança eficaz, oferecendo linhas de orientação e reflexões que podem ajudar os líderes a serem mais bem sucedidos e felizes, as organizações a serem mais eficazes, e a comunidade a experimentar mais bem-estar.
Este livro destina-se a líderes e chefias de todos os níveis hierárquicos, atuando em qualquer tipo de organizações e sectores, a quem está agora a iniciar a sua vida profissional e a estudantes de todas as áreas. Uma vez que as virtudes são cruciais em casa, na sociedade, entre amigos e no trabalho, todos os leitores beneficiaram com a obra.

[Topo

  Entrevista

Portal da Liderança (PL): Para si, o que é o fundamental da liderança?

Miguel Pina e Cunha (MPC): Apontar o caminho, dar o exemplo, não parar de melhorar. E cultivar as virtudes humanas. Em si – líder –, na equipa e na organização.

PL: Quais são as três qualidades mais importantes para um líder empresarial nos próximos 10 anos?

MPC: Creio que as que mencionei acima não vão passar de moda. Para as lideranças portuguesas, aperfeiçoar a competência de liderança transcultural pode ter de ser maior.

PL: O seu artigo “Authentic leadership promoting store’s performance” foi premiado em 2013 na Indonésia. Como é que a prática da liderança pode potenciar os resultados alcançados?

Arménio Rego (AR): A liderança autêntica não representa uma revolução, nem é fruto de qualquer revelação. É apenas a prática assente na integridade, na transparência, na confiança e na capacidade do próprio líder de compreender as suas forças e as suas fraquezas, e de respeitar as dos outros. O estudo premiado (em parceria com Dálcio Reis Júnior e Miguel Pina e Cunha) envolveu 591 colaboradores de 68 lojas de uma grande cadeia de retalho brasileira. Os resultados sugerem que as lojas cujos líderes são éticos e mais autênticos, são mais eficazes nos objetivos de vendas. Esse efeito ocorre porque os líderes mais autênticos promovem a virtuosidade (isto é, a confiança, o apoio mútuo, a integridade e o otimismo) das suas equipas, a qual aumenta o sentido de eficácia coletiva que, por seu turno, estimula o desempenho nas vendas.

PL: Qual o balanço que faz da prática da gestão em Portugal?

AR: As generalizações são perigosas. Mas creio que podemos melhorar se formos mais organizados. Se os líderes se preocuparem em dar o (bom) exemplo, em vez de apenas fazerem belos sermões. Se o mérito, e não o penacho, for mais premiado. Se forem partilhados com os empregados, não apenas os sacrifícios, mas também os dividendos alcançados com esses sacrifícios. Se o tempo for gerido de modo mais apropriado (todos os dias se perdem milhões de horas como consequência da falta de pontualidade e da má condução de reuniões!). Se se destruir metade da montanha burocrática e se centrar mais o foco nos resultados. Se a confiança se transformar em ativo fundamental em que líderes e liderados investem continuamente.

PL: Onde mais tendem a falhar os líderes?

AR: Quando matam o mensageiro das más notícias. Quando se resguardam nas suas torres de marfim e não conhecem a realidade do terreno (o chão da fábrica, a vida concreta dos seus empregados). Quando pregam uma regra e são os primeiros a incumpri-la. Quando diminuem talentos, em vez de os multiplicarem. Quando desaproveitam potencial contido nas pessoas. Quando estão apenas presentes para punir e reprender, e se ausentam na hora de elogiar e premiar. Quando não partilham com os empregados o fruto do trabalho de todos.

Leia a entrevista completa com Miguel Pina e Cunha e com Arménio Rego.

[Topo]

  Sobre o autor



ArmenioRego

Arménio Rego é doutorado e agregado em gestão. Ensina na Universidade de Aveiro. É autor ou coautor de mais de quatro dezenas de livros nas áreas da liderança e da gestão de pessoas. É também autor ou coautor de mais de uma centena de artigos, sobretudo em revistas internacionais nas áreas do comportamento organizacional e da liderança/gestão de pessoas. Tem desenvolvido projetos de consultoria nestas áreas, e realizado dezenas de conferências, seminários, workshops e eventos de formação de executivos. Foi agraciado com diversos prémios, em Portugal e no estrangeiro.



MiguelPinaCunhaMiguel Pina e Cunha é professor catedrático na Nova School of Business and Economics. Os seus interesses de investigação incidem sobre dois temas principais: processos e paradoxos. Tem estudado os processos que conduzem à criação de organizações positivas bem como ao surgimento de ambientes tóxicos ou ultra-tóxicos (nomeadamente no caso de organizações genocidas). Publicou, em coautoria com os seus colegas, nomeadamente, com os outros autores deste livro, mais de uma centena artigos em revistas internacionais nos domínios da gestão, organizações e psicologia.


[Topo]

 
  Opinião do Portal da Liderança

Este livro, publicado em Portugal e no Reino Unido, para além de ter a qualidade a que esta dupla de autores já nos habituou, traz uma reflexão necessária e, direi mesmo, premente, sobre esta questão da virtude na liderança. 

Muitos são os céticos quanto à possibilidade de se ser um líder de sucesso nos resultados financeiros da organização que presidem e ser-se, igualmente, um líder virtuoso.

Este livro vem ajudar a perceber quais os valores que um líder deve acarinhar e como conseguir ser líder quer nos negócios quer na virtude.

Quando chegar ao final, verá que, se começou a lê-lo enquanto cético, terminará rendido à possibilidade e, esperamos, à evidência.

Votos de uma boa e frutífera leitura!

Fátima Rodrigues

[Topo]


  Locais onde pode adquirir este e outros livros dos autores
Liderança - A Virtude Está no Meio
Liderança - A Virtude Está no Meio
Vários
€18.00

SuperEquipas - Orientações para as Equipas que Desejam Superar-se
SuperEquipas - Orientações para as
Vários
€15.00 | €13.50

Liderança para a Sustentabilidade - A Voz de Quem Lidera em Portugal
Liderança para a Sustentabilidade...
Vários
€15.00 | €13.50
Liderança Positiva
Liderança Positiva
Vários
€17.97


Organizações Positivas - Manual de Trabalho e Formação
Organizações Positivas - Manual de
Vários
€22.21

Manual de Gestão Transcultural de Recursos Humanos
Manual de Gestão Transcultural de...
Vários
€46.44
 


[Outras sugestões de leitura]                                                                           [Topo]

O Que Podemos Aprender Com os Gansos: Lições de cooperação, liderança e motivação


  Livro
Aprender-com-Gansos
Título:
O Que Podemos Aprender Com os Gansos: Lições de cooperação, liderança e motivação
Autor: Alexandre Rangel
Edição: 2006
Páginas: 204
Editor: Casa das Letras
button-Almedina

Sinopse   Opinião  Autor




  Sinopse

Lições de cooperação, liderança e motivação para melhorar a qualidade de vida, o ambiente de trabalho e a produtividade da empresa.Se quer mudar a sua empresa, comece por mudar o seu pensamento; Aceite os defeitos dos outros e os outros aceitarão os seus; Aproveite ao máximo o potencial dos seus colaboradores; Informe-se mais para evitar conclusões precipitadas; Ressalte os aspetos positivos dos colaboradores; Trabalhar em equipa é respeitar as diferenças; A melhor forma de ensinar é dar o exemplo; Pare de reclamar e valorize o que possui; Tenha sempre uma atitude de vencedor; Construa pontes e não barreiras; Evite conclusões precipitadas; Proíba a proibição. Muitos dos problemas numa empresa, que rapidamente poderiam ser resolvidos, arrastam-se e agravam-se a ponto de causar rupturas, por vezes graves, nas relações pessoais e profissionais. Quando, mais tarde, se analisam as causas, constata-se, com frequência, a completa ausência de comunicação. De facto, como diz o autor, as três coisas mais importantes para melhorar a qualidade e a produtividade numa empresa são, em primeiro lugar, a comunicação, em segundo, a comunicação e, em terceiro, ainda a comunicação. O objetivo desta obra é, pois, através de pequenas histórias, parábolas, fábulas e lendas, ensinar o leitor a comunicar melhor e de forma mais eficiente.

Editado originalmente no Brasil, O que Podemos Aprender com os Gansos ocupou o top de vendas ao longo de várias semanas.

[Topo]


  Sobre o Autor

Alexandre-Rangel
Alexandre Rangel é economista e consultor especializado na área da motivação pessoal. É autor e apresentador do programa de rádio «Momento da Qualidade», onde transmite aos ouvintes conceitos práticos que os ensinam a comunicar melhor no dia-a-dia. Inicialmente na Rádio Eldorado, depois na CBN, o programa é agora difundido pela Bandeirantes de São Paulo e de Porto Alegre.

[Topo]


  Opinião

O que podemos aprender com os Gansos são lições muitos práticas sobre liderança, baseada em pequenas histórias tais como o comportamento dos gansos:
“Quando um ganso bate as asas, por exemplo, voando numa formação em V, cria um vácuo para a ave seguinte passar, e o bando inteiro tem um desempenho 71% melhor do que se voasse sozinho.”

Este livro foi-me oferecido por um dos meus colaboradores num dos meus primeiros desafios de gerir pessoas.

A simplicidade deste livro torna a mensagem prática. Aconselho a sua leitura a todos os que estejam a iniciar o seu caminho de auto-conhecimento.

Elisabete Lopes


[Topo]


  Adquira aqui

O que podemos aprender com os gansos
 
Alexandre, Rangel
€11.99

 

[Outras sugestões de leitura]                                                                  [Topo]

Apoio:http://www.portaldalideranca.pt/logos_apoios.png