“Conduza o seu próprio destino ou alguém o fará por si.", disse o conhecido e histórico gestor da General Electric (GE)
Jack Welch. Jack falava por experiência própria. Ele revolucionou a forma de gerir uma empresa, colocando o foco nas pessoas, no recrutamento, na monitorização e na recompensa, de tal forma que criou mesmo uma das mais conhecidas academias de liderança americanas e, apesar de estar hoje afastado da liderança empresarial, continua a ser uma voz na liderança.
Acredita que lhe deve ter sido fácil? Pois não deve e são vários os livros em que partilha a luta, as dúvidas e as lições aprendidas. Talvez o mais conhecido e emblemático seja o “
Vencer”, cuja leitura lhe recomendo vivamente.
Jack dominava a arte de acreditar, aliada à de ouvir, integrar e decidir. E você? Domina-a ou deixa-se sucumbir ao pequeno demoniozinho malvado que lhe sussurra ao ouvido e que conspira para o atemorizar, desmotivar e fazer regredir?
São muitos os argumentos que podemos usar para defender as nossas hesitações e medos: que há muita oferta no mercado, que temos poucos recursos financeiros, que temos compromissos familiares e financeiros assumidos que temos de garantir, que ainda não nos sentimos preparados para avançar. Mas, se tem a ideia, o plano de negócios, a equipa certa e a paixão necessária, do que está à espera? Que passe a oportunidade e, em vez de alguma oferta, cujo produto consegue melhorar e ser competitivo, passe a ter o mercado saturado e a sua ideia de produto já comercializada?
Todos os que começam, fazem-no a partir do mesmo ponto, do zero: zero colaboradores, zero clientes, quase zero capital de investimento. Poderá sempre estabelecer parcerias benéficas para ambas as partes envolvidas, em que o seu produto complemente outro já existente e com mercado efetivo que lhe permitirá ganhar escala. Poderá começar e tentar captar capital de risco, fazer uma aceleração num centro de inovação, ou não. Muitos são os exemplos que o fizeram com sucesso e com insucesso. Mas todos, todos tiveram um dia em que começaram, em que se atiraram no vazio, arriscaram, homens e mulheres, com família e sem família, com mais estudos ou menos estudos, e todos, mas todos, com grande vontade, com grande paixão e determinação.
São muitos os empreendedores com quem tenho falado ao longo dos anos, uns com muito sucesso, outros na luta pela sobrevivência, outros mesmo a começar, e todos são unânimes no que tem de estar lá, para se avançar. Também são cada vez mais os que se prestam a ajudar quem tem vontade e quer/está a começar a crescer. Vejamos a “
A New beginning for Portugal”, um grupo que reúne empreendedores e indivíduos que, pelo seu espírito empreendedor e voluntarista, sentem vontade de ajudar a mudar Portugal; o programa “
Connect to Success” da Embaixada dos Estados Unidos, com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), que tem como objetivo fortalecer a economia portuguesa, apoiando empresas detidas por mulheres portuguesas (qualquer negócio em desenvolvimento detido em pelo menos 51 por cento por mulheres) que, através de um processo de auto-certificação, se podem candidatar a um projeto de consultoria e a cursos de MBA; a
Portugal Ventures, entre outros.
Como diz Jack Welch, “A qualidade é a nossa melhor garantia da fidelidade do cliente, a nossa mais forte defesa contra a competição estrangeira e o único caminho para o crescimento e para os lucros.” Não desista dos seus sonhos e domine a arte de acreditar… mesmo quando mais ninguém acredita!