Sabe que mais? Mais vale tarde que nunca! - Fátima Rodrigues
Quantas vezes já ouviu este ditado? Mas já parou para pensar nele ou é mais uma daquelas coisas que se dizem? Já pensou em todas aquelas coisas que sempre quis fazer e não fez? E porquê? 
Muitas vezes, vemo-nos enrolados nas correntes do
tempo e adiamos interminavelmente coisas que gostávamos de fazer, cursos que queríamos e, muitas vezes, precisávamos de fazer e, pior, às vezes, quando voltamos a pensar nelas, caímos no preconceito.
Será que existe uma idade limite para aprender e para fazer o que quer que seja que sempre sonhou fazer? Haverá uma idade limite para aprender? E, acima de tudo, haverá uma idade para aprender e, daí para a frente, apenas idade para trabalhar?
Pensemos: Haverá alguém que saiba tudo? Que consiga até aos 30 anos reunir todos os cursos e formações necessárias à prática da sua atividade profissional e à sua qualidade de vida? Digo qualidade de vida, porque levo os hobbies muito a sério. Uma pessoa cuja vida se limite à sua atividade profissional, é desprovida de cor.
Sabe porque é que o arco-íris tem 7 cores? Porque é com todas juntas que se forma o espetro luminoso. Consigo acontece o mesmo: precisa de várias tonalidades para dar cor à sua vida. E essas tonalidades podem variar e complementarem-se.
Todos conhecemos o que inspirou
Steve Jobs a criar diferentes tipos de letra… Quem diria que iria fazer essa ligação e gerar os resultados que gerou?

Todos aprendemos com tudo e com todos. Ao falar com outras pessoas de áreas e sensibilidades diferentes, ao frequentar cursos,
formações, workshops, palestras, mesmo que, à partida, sejam temas completamente opostos à sua área de atuação profissional, mas de que gosta ou sobre os quais tem curiosidade, pode estar a impulsionar o seu bilhete para a sorte grande. Basta estar atento e saber transpor e adaptar esses conhecimentos para a sua realidade, o que em Silicon Valley chamam de Reverse Innovation.
Há quanto tempo não investe em si? Há quanto tempo não se inscreve naquela formação que tinha visto e que o deixou curioso? E aquele curso fantástico? Muitos dias? Não tem tempo? Procure uma opção a que consiga adaptar-se e deixe-se de desculpas.
John F. Kennedy, emblemático presidente norte-americano, alertou um dia para a grande verdade de que “A liderança e a aprendizagem são fundamentais uma à outra.”
Um líder deve aprender todos os dias, com tudo e com todos, e propiciar a aprendizagem dos seus seguidores consigo, entre eles e com os demais.
Aquele investimento na formação dos colaboradores? Não é para fazer parecer, mas para ser mais um agente da mudança na organização, para levar os seus colaboradores mais além e com eles toda a empresa, líder incluído.
Se assim não fosse, porque apostam certas empresas em criar e suportar os seus próprios centros de formação? Lembra-se da Ford? Henry Ford criou a
Ford Trade School, onde se recebiam jovens que eram formados durante quatro anos, com uma componente teórica e outra prática na própria fábrica, e onde cada um recebia uma bolsa financeira anual, mediante o seu trabalho.
Jack Welch e a GE é outro exemplo muito conhecido desta realidade.
O que tem feito para potenciar a sua aprendizagem e a dos que lidera? Precisa de
sugestões?
Outros editoriais:
Fátima Rodrigues é gestora do Portal da Liderança e editora de conteúdos da Leadership Business Consulting, tendo sido coordenadora editorial da área de business do grupo Almedina e lecionado na Congrégation Saint-Joseph de Cluny. Esteve ligada vários anos ao Conselho da Europa, onde exerceu funções de formadora do GERFEC em relações interculturais e interreligiosas em contexto corporativo e social. É fundadora e administradora geral do projeto online de fomento à leitura
Segredo dos Livros. Mais informações
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