Por vezes, comportamo-nos como aquele peixinho vermelho. Passamos os nossos dias a nadar no aquário pequeno e onde nos sentimos seguros, sem nos atrevermos a entrar no mar aberto e enfrentar o
risco de encontrar os tubarões.
Este aquário pode ser o emprego que tem, o setor e/ou o mercado em que trabalha, quem tem na sua equipa, os produtos que comercializa, a forma como trabalha, como interage com os que o rodeiam e mesmo como defende as suas ideias e persegue os seus
sonhos.
Ninguém diz que nadar no mar aberto é fácil, confortável, ou mesmo que vai ter sucesso e sentir que valeu a pena.
Gostava de mudar de vida?
Quer arriscar fora da sua formação de base?
Tem uma carreira promissora, mas acha que poderia ir mais além… mas teme perder tudo?
Sente que precisa de algo mais?
Acha que é o momento de arriscar e de levar a empresa para um novo mercado ou produto?
Acredita que a organização beneficiava de uma reorganização profunda, mas teme o processo e o potencial impacto?
Sonha em criar a sua própria empresa?
O que está à espera para ponderar seriamente e tomar uma
decisão?
Deixar o conhecido e confortável é difícil. Uma mudança não virá sem dúvidas e receios. Muitas vezes traz mesmo várias e longas noites em claro.
A questão é se temos a força e a
coragem para dar o passo, para correr o risco, para acreditarmos e descobrirmos até onde conseguimos ir.
Como disse o Nobel da Literatura de 1948, “Apenas os que arriscarem a ir mais além poderão descobrir até onde é possível chegar”.
Barbara Corcoran, conhecida do grande público pela sua participação no programa televisivo “Shark Tank”, materializou este pensamento de T. S. Eliot.
Barbara era empregada de mesa e, quando já ia no seu vigésimo emprego, então com 23 anos e dez irmãos, arriscou a pedir 1000 dólares emprestados ao namorado, com os quais fundou o Corcoran Group, através do qual conseguiu tornar-se numa magnata da imobiliária americana.
O primeiro risco que enfrentou, foi confrontar o dono do prédio em que residia e defender a ideia de que conseguiria fazer um melhor trabalho do que o seu administrador na época. Este deu-lhe uma oportunidade de mostrar o que conseguia fazer. Foi a sua primeira incursão no ramo do imobiliário.
Barbara conta que não tinha nenhuma experiência administrativa e que a sua gestão foi sempre muito intuitiva e baseada nas lições que aprendeu com a sua mãe, ao observar como esta “administrava” de forma exemplar uma casa com 12 pessoas.
Barbara replica hoje o que lhe permitiu arriscar e deixar de ser mais um peixinho para ser um grande tubarão, ao investir em empreendedores, nas suas ideias e determinação. Até hoje já investiu em mais de 22 empreendedores, só através do “Shark Tank”.
Muitas são as questões e decisões que enfrentamos diariamente e liderar é, acima de tudo, ter a capacidade para tomar decisões rápidas e nem sempre com toda a informação necessária.
Onde anda a nadar? No pequeno aquário ou no mar aberto?
É peixinho vermelho de aquário ou um atrevido entre os tubarões?