Abraham Lincoln, 16º presidente norte-americano e responsável pela abolição da escravatura no país, disse-o e cheio de razão. Muitas foram as críticas que lhe foram feitas e muito fez acontecer.
Como o próprio diz, fez acontecer “quando no momento de o fazer não sabia como”. Mas isso não foi impeditivo para ele e não o demoveu de fazer a diferença.
Abraham Lincoln antes de fazer por todos, fez por si próprio e, se chegou onde chegou, a ele se deveu. Lincoln foi criado numa família pobre na fronteira do oeste americano. Autodidata, tornou-se advogado, líder do Partido Whig, deputado do Estado de Illinois durante os anos de 1830 e membro da Câmara dos Representantes por um mandato durante a década de 1840.

Lincoln foi ainda mais longe e tornou-se Presidente dos Estados Unidos, posto que ocupou até ao seu assassinato (de 1861 a 1865). Um autodidata filho de uma família pobre do oeste, com altura muito acima da média, acentuada ainda pela cartola alta que usava, sendo frequentemente referidas as suas grandes mãos e orelhas. E conseguiu. E fez acontecer. E fez a diferença.
Lincoln
liderou o país de uma forma bem-sucedida durante a sua maior crise interna, a Guerra Civil Americana, tendo conseguido preservar a União e abolir a escravatura, fortalecer o governo nacional e modernizar a economia.
"Não seja especialista em usar a crítica ao que está feito como pretexto para nada fazer”. Disse-o no séc. XIX e continua a fazer sentido repeti-lo. Talvez ainda mais vezes e mais alto.
O uso da crítica é cada vez mais uma infeliz realidade na nossa sociedade. Usa-se a crítica levianamente, e sem refletir sobre as consequências que esta acarreta. Usa-se a crítica para nos defendermos, para, como diz o povo, sacudir a água do capote, e sempre num registo negativo.
Quanto se fala em crítica, já poucos pensam que pode ser positiva ou negativa e até já se fala em crítica construtiva. Pois, porque há a crítica destrutiva. Há quem não se coíba e destrua pessoas e carreiras com uma crítica, muitas vezes infundada ou mal construída.
Lincoln escolheu e liderou o Conselho de Ministros, com três dos seus grandes rivais, e conseguiu juntá-los para ganhar a Guerra Civil. Este acarinhava as opiniões contrárias às suas, por gerarem debates produtivos e promoverem a reflexão interior. Quando entendia que já dispunha de todas as informações de que necessitava, isolava-se para tomar as suas decisões e agia em conformidade sem hesitar, fazendo acontecer.
Será que criticamos para criar este debate produtivo e para promover a necessária reflexão à boa tomada de decisão, ou para destruir opositores, desestabilizar, afastar a atenção da nossa falta de trabalho e empenho, para sublimar frustrações e falta de autoestima, por excesso de ego e para querer aparentar o que não somos?
Àquele que cria castelos de cartas, o vento as leva. Até pode conseguir os seus intuitos, mas a que preço? E com que resultado no longo-prazo? E quem o acompanha fá-lo por fidelidade ou por necessidade?
Aproveite os próximos minutos para refletir sobre as suas atitudes e caminhos trilhados. O que vê? Segue só ou acompanhado? É mentor ou carreirista? Vê obra feita ou castelos de cartas?
Que possa sempre assinar também como “aquele que fez, quando no momento de fazer não sabia como”.