Seja sincero e confesse: já foi apanhado na curva da vida, não já? Pelo menos uma vez, aquela em que deu de caras com o leão, se assustou e nunca mais se esqueceu da lição que aprendeu.
Já todos passámos por mudanças positivas e por mudanças… desafiantes.
Já pensaram em todas as mudanças por que passaram na vida? As agradáveis e positivas, como um relacionamento, um filho, aquele cargo que ambicionava, uma nova ideia ou produto que, implementado, deu a volta ao negócio. E as desafiantes, como o fim de um relacionamento, a perda de um pai, a queda acentuada na faturação, a mudança de funções, de empresa, ou mesmo o desemprego.
Será que foi o fim da vida? Ou tivemos a capacidade de reagir à nova realidade e de fazer acontecer coisas novas?
Como seres humano que somos, sentimo-nos confortáveis com a rotina, o conhecido, pelo que tendemos a resistir à mudança.
Mas, se há outra caraterística que também temos, é a de uma grande capacidade de adaptação.
Então, porque insistimos em não sair da nossa zona de conforto? Em ignorar a necessidade de mudar e de nos adaptarmos à evolução do mercado, mesmo quando esta é por demais evidente?
Luis Moutinho, CEO da Sonae MC, chamou a atenção na semana passada, no “[de]coding the future together”, promovido pela GS1 Portugal, para uma mudança radical e iminente no mercado português, mas que alargou a quase todos os países europeus: o do envelhecimento da população e da inerente mudança nas necessidades e hábitos de consumo da população nacional no futuro próximo.
É inegável que vai acontecer (já está a acontecer) e que terá implicações generalizadas em toda a sociedade, incluindo na massa corporativa, mas também na procura do cliente.
Este é um dos exemplos de mudança iminente que desafiam os líderes de hoje, na senda pela antecipação das tendências do mercado e na definição e execução da melhor visão para o futuro da sua organização.

Se pensarmos na atualidade, e olharmos para o mercado imobiliário, vemos que sofreu mudanças drásticas que nem todos souberam acompanhar e ter a força e a flexibilidade necessária para se adaptarem, ou mesmo, para mudarem radicalmente o foco do seu negócio. Se, antes da crise económica, a maioria dos portugueses procurava imóveis para compra, após esta a procura passou a ser para arrendamento. O mercado mudou. Os interlocutores também.
Quem sobreviveu? Quem não esperou para ver o leão e se antecipou, e quem, ao vê-lo, lhe rosnou de volta.
Vê o leão a aproximar-se? O que vai fazer?