Por vezes, pensamos que já não temos idade, que temos filhos para sustentar, que estamos quase no topo da carreira, que poderemos perder remuneração, que vai dar muito trabalho e trazer um grande risco, entre mil e uma outras desculpas a que recorremos para justificarmos a nós mesmos porque fechamos o momento mágico lá bem no fundo da consciência e procuramos perder a chave.
A realidade é que todas as desculpas que podemos usar não são mais do que
medo. Puro e destilado medo. E sabe que mais? Medo todos temos, é intrínseco ao ser humano. Nunca vai deixar de o sentir. A questão é se somos capazes de conviver com ele e continuar em frente.
Com isto, não estou a dizer que ignore o bom senso, a oportunidade certa e mesmo quando é o momento de abandonar a ideia e partir para a seguinte. Porque parar não é opção.
Sabia que se assinala a 19 de novembro o Dia do Empreendedor?
Já sei. Está a pensar que é mais um dia de qualquer coisa e que parece moda nos dias que correm haver dias para tudo!
Tem razão, é um pouco isso e estou consigo. Mas, neste caso, tenho de defender que é importante que seja assinalado o dia do empreendedor por toda a
lusofonia. Mais do que assinalado, que de pouco serve, que sirva de mote para a reflexão individual e conjunta sobre isto, que não é mais que fazer os sonhos acontecerem, de nos aventurarmos no meio dos
tubarões, como falávamos na semana passada, e de
mudarmos o mundo. E que seja mais uma oportunidade para nos recordar de incutirmos o espírito empreendedor na educação dos mais novos!
Já aqui partilhámos alguns testemunhos de líderes que criaram, venderam e voltaram a criar novas empresas, como
Nuno Carvalho, de líderes que ouviram a voz que lhes sussurrou e que deixaram outras carreiras e fizeram e fazem acontecer, como
Purificação Tavares,
Paulo Rosado e
Rui Dias Ferreira, de jovens líderes que apostaram na sua ideia e foram à conquista de Silicon Valley, como
Tiago Paiva, e de líderes que do nada construíram impérios, como
Manuel Eduardo Vieira,
Sara Blakely,
Herb Kelleher e
John Paul DeJoria.
Muitos outros se lhes juntarão e, quem sabe, qualquer dia será você a partilhar com a comunidade as lições que aprendeu, os desafios que superou e os sonhos que acarinha.
Mais do que refletir, que a data sirva para promover a partilha de experiências de quem já se descartou do que
o impedia de ir mais além e faz hoje acontecer, para estimular os que ouvem aquela vozinha interior e aspiram a desenvolver as suas ideias, negócios e projetos.
E lembre-se, ser empreendedor não é apenas criar empresas. Ser empreendedor é uma atitude perante a vida e os seus desafios. Pode sê-lo ao criar a sua própria empresa, mas também dentro da organização com que colabora, assim como na sua vida pessoal.
Ron Conway, destacado investidor de capital risco de
Silicon Valley, acredita que “Qualquer altura é uma boa altura para abrir uma empresa.”
E você? Acredita que esta é uma boa altura para ouvir e acarinhar o empreendedor que há em si?