Muitos são os que ainda hoje se questionam sobre o que é isto da influência. Influenciar os outros é bom ou é mau? Devemos dominar a arte de influenciar os outros ou, pelo contrário, afastarmo-nos dessa tendência?
Ser um influenciador é sinónimo de saber
comunicar, de saber estar com os outros, de escolher o momento certo para integrar aquele pormenor que levará o seu interlocutor a pensar/sentir e a desejar/ambicionar o que pretende. Ser um influenciador é ter o poder de, com a sua atitude e o seu exemplo, ganhar a confiança e o reconhecimento dos que lidera. Ser um influenciador é ser um artista na inteligência emocional, no uso das técnicas de motivação e um sedutor.
Um influenciador é positivo e sabe despoletar a paixão nos outros, entusiasmá-los, envolvê-los no que pretende e levá-los a desejar o que pretende deles. No bom e velho português, é “saber levar a água ao seu moinho”.
E quem não precisa hoje de “saber levar a água ao seu moinho”, sem esquecer a ética e a boa conduta?
Como
John Maxwell, acredito que “A verdadeira medida da liderança é, nada mais, nada menos, do que a influência”.
Um líder tem duas opções: ou domina a arte da persuasão e da influência ou impõe a sua crença e visão pela imposição e pelo terror. Qual pensa ser a melhor e a com efeitos mais produtivos e duradouros no tempo?
Como tudo na vida, temos de fazer a nossa escolha e optar por um caminho. Quer ser um influenciador ou um impositor?
Se acabou de pensar que quer ser um influenciador, desafio-o a refletir sobre alguns aspetos que Enrique Alcat, autor do livro “Influir”, aponta para refletir e que o ajudarão a melhor influenciar:
- Como nos veem os outros? Que imagem têm de nós? Como interpretam o que somos e com que olhos?
- A serenidade é amiga do compromisso e um espírito serenado pelo pensamento positivo gera o respeito necessário para conseguirmos influenciar as outras pessoas.
- Se não estiver mentalmente calmo e relaxado, mais cedo ou mais tarde acabará por transmitir essa sensação de insegurança e não conseguirá influenciar os seus interlocutores, muito pelo contrário.
- As pessoas em quem aquilo que dizem não condiz com a sua linguagem corporal revelam dificuldade não só em influenciar os outros, mas também em comunicar. Concentre-se na cara delas, no seu olhar, nas mãos e nos movimentos.
- O corpo não engana e para influenciarmos os outros não podemos fingir. A influência exige uma coordenação perfeita do corpo com a mente e dos nossos pensamentos com os nossos gestos.
E agora? Ainda tem dúvidas de que ser considerado um influenciador é estarem a reconhecer-lhe uma capacidade e valência determinante na boa liderança? Não caia na tentação de confundir influência com manipulação.
Votos de muitas e boas influências!
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