Antes de lhe dizer os motivos que o Mark Cuban entende serem aqueles que levam qualquer empresa a fechar, pensemos.
O que é preciso para uma empresa existir?
- Pessoas, sim.
- Produto/serviços, claro.
- Clientes, é fundamental!
- De um corpo executivo, evidente.
Podíamos ainda ir a um grau de pormenor maior, mas fiquemos por aqui, que já temos muito em que pensar.
Falemos das
pessoas. Servem quaisquer umas? As mais baratas e menos exigentes, talvez. Mas levá-lo-ão estas a algum lado? Pois, talvez seja melhor procurar antes as mais talentosas e adequadas à cultura da sua empresa. Aceitar menos que isso, onde poderá tal levar a sua empresa?
E os
produto/serviços? Pode ser apenas um e sempre igual? O mais barato de fazer, para aumentar a margem? Talvez não corra bem… Sugiro-lhe que não fuja da maior qualidade e boa relação qualidade/custo, mas também que seja inovador e arrojado. Porque não criar o futuro? Demais?
E, já agora, os
clientes? Bem, vamos dedicar-nos muito, para arranjar uns poucos que comprem e, pronto, depois de habituados, eles é que precisam de nós! Já podemos relaxar e diminuir a qualidade do produto e não cumprir com os prazos acordados e a qualidade prometida. Pois, talvez deva pensar melhor. Não será preferível manter o melhor serviço possível ao cliente e ter clientes fiéis, daqueles que recorrem sempre a nós, mesmo que o nosso preço seja um pouco acima da concorrência? Talvez seja melhor, não?
Então, e o
executivo? Para esse temos de ser duros, enfrentar tudo e todos. Nada de sorrisos e sempre com rédea curta nos colaboradores. Controlar tudo, e várias vezes! Delegar? Só tarefas! E quem manda sou eu e mais ninguém. E livrem-se de ver um sorriso em alguém! Bem, respiremos. Se calhar, assim, o fim estará mais próximo do que pensa! E se canalizasse as suas energias para desenvolver uma visão fantástica para a empresa, se deixasse invadir-se pela paixão de liderar pessoas, abraçasse o compromisso e nunca deixasse de ser resiliente? Vá lá. Tente. Mal não lhe fará!
Voltando ao Mark Cuban, este acha basicamente que “não se trata de ser duro ou de ter atitude. As empresas não fecham por falta de dinheiro ou de atitude. As empresas acabam por falta de inteligência e de empenho”, diz ele. Lá vêm as pessoas e o executivo…
Cuban lembra que há e haverá sempre alguém a cobiçar o seu negócio. É um facto. Mesmo ao criarmos o futuro, apenas estamos sós até a concorrência passar a oferecer o mesmo. Cuban entende que é tudo uma questão de “fazer o trabalho, estar preparado e colocar-se no lugar do cliente para perceber o que este quer”. Cá está o produto/serviço e o cliente.
Afinal, Mark Cuban não disse nada que já não soubéssemos. Então, onde está o problema? No esquecimento. Temos tendência para nos esquecermos de coisas importantes, tão importantes e tão lógicas e simples, mas tão capazes de manter a sua casa de porta aberta e cada vez maior e mais lucrativa!
O que diria o nosso
Shark Tank Mário Ferreira, “o prático”, sobre isto?
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