Opinião

Admira o seu chefe ou este deixa-o louco? – Fátima Rodrigues

  
Uma empresa sem líder é como uma casa sem luz: embora todos lá possam viver, ninguém lá quer estar. Até pode ser uma casa fantástica, baratíssima, com materiais de primeira, o suprassumo do luxo. Até se pode encantar e acabar por se mudar para lá. O certo é que, por muito que o seduza, não se vai sentir lá feliz e a estadia será breve.

Ser-Gestor-Lider-teste

Todos nós temos dias melhores e dias piores, e ninguém é perfeito. A questão a colocar não deverá ser "sou perfeito?", ou ter sequer a expetativa de o vir a ser. Tal só o levará a mais dias maus. A questão é: "estou a ser o que preciso de ser em cada situação ou ando a levar os outros à loucura?".

Pensemos. Alguém gostaria de trabalhar numa casa cujo chefe fosse um grande comunicador, que o valorizasse frequentemente e fosse extremamente empático e disponível, mas que não tivesse qualquer visão do negócio, nem capacidade de gestão financeira? Que adiasse decisões fundamentais ou que mudasse frequentemente de ideias, de um dia para o outro? Que assumisse compromissos, mas, chegada a hora, não correspondesse e lhe desse uma desculpa qualquer, ou nem isso? E se, além disso, não delegasse e fosse avesso à mudança?

Pois é. O mais certo era sentir-se à beira da loucura e desejar afincadamente um líder que tivesse competências de gestão mais fortes.

Mas pensemos agora ao contrário. Seria feliz e realizado com um gestor que tivesse uma grande visão do negócio, gerisse eficazmente o capital da empresa, tomasse decisões atempada e decisivamente, mas que o fizesse isoladamente, sem ouviu fosse quem fosse? Se nunca tivesse uma palavra amigável ou de reforço positivo para consigo, e nunca soubesse, quando chega pela manhã, se lhe vão ser comunicadas mudanças radicais a implementar a partir desse dia? E se, para além de tudo, ainda se focasse apenas nos números e as pessoas fossem meros meios para alcançar os seus fins?

É verdade. Provavelmente, estaria igualmente a dar em louco e a contar os minutos para deixar a empresa e nunca mais olhar para trás.

Então, em que ficamos? Queremos um gestor, um líder ou ambos? O que é preciso para fazer crescer uma empresa, quer em números, quer em capital humano?

Conduzir uma empresa implica diferentes competências, em função dos desafios incontornáveis à função. Não chega ser um líder a 100% se não tiver quaisquer competências de gestão, como não chega ser um gestor a 100% sem quaisquer competências de liderança. Ambos são insuficientes e podem levar a casa à desgraça e o pessoal à loucura.

Muito se tem escrito sobre essa coisa de ser gestor ou ser líder. Uns defendem uma, outros defendem outra. Eu, pelo que disse, defendo o equilíbrio entre as duas. Não sendo possível, prefiro um líder assessorado por um bom gestor.

Provavelmente, estará a pensar que estou erradíssima, porque um bom gestor é o que gera resultados. Até é capaz de estar a pensar (vá lá, assuma), que o que mais há é quem queira trabalhar e que, se hoje um vai embora, tem vários a querer entrar.

É verdade. Em virtude dos tempos que se vivem e da escassa oferta, face à procura, tendemos a flexibilizar o que toleramos e mesmo o que aguentamos, para garantir um salário no final do mês. Mas pense: quem tem talento e pode realmente levar a casa mais longe, são aqueles de que falava acima, na analogia com a casa sem luz. Quanto tempo quer tê-los consigo? Não lhe interessa, porque vem logo outro? Então pensemos em números: quanto lhe custa um processo de recrutamento? Mesmo que seja feito pela casa, quantas horas e recursos vai alocar entre receber, ler, selecionar currículos, agendar entrevistas, segundas entrevistas, conduzi-las, decidir, contratar, dar formação e a pessoa se integrar na casa e conseguir produzir sem apoio e com a qualidade que precisa para chegar aos números que persegue no final do ano?

Pois é. Afinal a ideia de que não precisa de reter as pessoas, porque, por cada um que sai tem cem a querer entrar, tem custos e não são pequenos. E já nem falo no impacto que gera na equipa e em como, também aí, pode ter muito a perder.

Ensinaram-me desde criança que ninguém é perfeito, porque “só Deus é perfeito”. Na dúvida sobre como proceder, sigamos a regra de ouro bíblica: “faz aos outros o que queres que te façam a ti”.

Não conseguiremos ser perfeitos, e nem devemos aspirar a tal, mas devemos dar o nosso melhor e estar à altura dos desafios que se nos deparam. Se temos falta de competências fundamentais para tal, temos sempre dois caminhos: desenvolvê-las ou, se for necessário/possível, fazermo-nos rodear pelos que as têm e nos complementam.

Como atuar para com as pessoas? Sejam eles seus colaboradores ou seus clientes, seja fiel aos seus valores e siga a máxima de que falámos atrás, e não haverá como falhar no campo da inteligência emocional.

Não sabe se a sua inclinação atual é mais para ser Líder ou Gestor? Venha daí e faça o teste!


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FCR-Inverno-2Fátima Rodrigues é gestora do Portal da Liderança e editora de conteúdos da Leadership Business Consulting, tendo sido coordenadora editorial da área de business do grupo Almedina e lecionado na Congrégation Saint-Joseph de Cluny. Esteve ligada vários anos ao Conselho da Europa, onde exerceu funções de formadora do GERFEC em relações interculturais e interreligiosas em contexto corporativo e social. É fundadora e administradora geral do projeto online de fomento à leitura Segredo dos Livros. Mais informações aqui .

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Porque é tempo de valorizar o que nos une – Fátima Rodrigues

  
Basta ler os títulos da imprensa diária para ficar claro que vivemos numa sociedade que tende a olhar para o que nos separa, em vez de destacar e de valorizar o que nos une. Teremos pouco em comum ou andamos a valorizar o que não devíamos?

CPLP-Lusofonia-Parcerias-Bloco-Angola

Li há dias na imprensa o seguinte título “Portugal está a tornar-se uma colónia financeira de Angola" (1). O mesmo artigo poderia ser visto de outra perspetiva e surgir com, por exemplo, o título “Angola investe em Portugal”. O artigo discorre sobre investimentos e compras de artigos de luxo de angolanos em Portugal, saltando para o tema dos recursos humanos portugueses que rumam a Angola. Tudo acompanhado de uma pitadinha de maledicência e diz que disse.

E se, em vez de andarmos a perder tempo a encontrar o que nos separa, nos dedicássemos antes ao que nos une?

“Angola e Portugal reúnem esforços”. Eu escreveria assim. Angola investe financeiramente em Portugal, que se encontra a captar investimento externo. Já Portugal, que dispõe de muitos recursos humanos com boa formação, e são muitos por todo o mundo os que gabam o talento português, e estando aquele país a captar talentos que ajudem no seu rápido crescimento e desenvolvimento, colabora nesse sentido com Angola.

Pensando que somos todos filhos da cultura portuguesa e que há uma grande língua que nos une, porque não ajudarmo-nos mutuamente como povos irmãos? Não seremos juntos muito mais fortes do que separados?

Celebra-se a 5 de maio o Dia da Cultura Portuguesa, promovido pela CPLP e celebrado em todo o espaço lusófono.

5 de maio é um dia especial, um dia que assinala o que nos une e que clama hoje por atenção. Atenção e valorização do que nos une, um mundo de hipóteses fantásticas de cooperação entre Estados; de possibilidades e parcerias de negócios ao nível privado; de como o que nos diferencia pode ser uma mais-valia e o segredo para ainda sermos mais fortes e ricos naquilo que nos une.

Acredito que, para tal, bastará a vontade de todos, a tolerância e a compreensão no que diferimos, e a valorização do que temos em comum.

Como nas peças de um puzzle, somos todos diferentes, mas, se olharmos atentamente, com dedicação e boa vontade, todos encaixamos uns nos outros e juntos formamos um só, com possibilidades e oportunidades infinitas.

Os jornalistas? Os títulos? Esses só existem porque deixamos. Porquê? Porque está provado que um título negativo atrai muito mais a atenção do leitor do que um positivo. Se, colocando o foco no negativo, se vendem mais jornais e se geram mais visualizações, porque colocá-lo no positivo, quando o objetivo é vender mais?

Está na mão de todos nós inverter esta tendência, desvalorizando a situação e colocando o foco na perspetiva mais acertada.

Já alguma vez reparou nas estantes dos livros de autoajuda, ou desenvolvimento pessoal como agora lhes chamam, nas livrarias? Atrevo-me a dizer que, pelo menos uns 90% deles, acabam todos a proporem e a incentivarem a que façamos o mesmo: mude a sua forma de pensar do negativo para o positivo, seja otimista! E provam-lhe por A mais B que, assim, conseguirá ser mais feliz, ter os outros consigo, conquistar mais e gerar uma maior riqueza.

Mas parece que os focos noticiosos andam a trabalhar no sentido oposto. Já me deu para pensar se os media não terão uma parceriazinha com os profissionais do foro psicológico, com os autores de livros de autoajuda, e por aí fora. Afinal estão tão ativamente a contribuir para o aumento dos seus clientes!...

Agora, fora de brincadeira, são várias as efemérides deste dia que nos recordam vidas dedicadas a uma causa, pessoas que não perderam o foco, independentemente das batalhas travadas.

Em 1821, falecia a 5 de maio Napoleão Bonaparte, um dos maiores génios militares da História.
Em 1920, Santa Joana d'Arc era canonizada a 5 de maio pelo Papa Bento XV em Roma.
Em 1949, a 5 de maio, foi criado o Conselho da Europa, a mais antiga organização política da Europa ainda em funcionamento.
5 de maio assinala ainda no Brasil o Dia do Líder Comunitário.
E na China é um dia de celebração, o Dia do Dragão, animal considerado um símbolo nacional chinês.

5 de maio está aí. O que lhe parece de começar um novo rumo?

Napoleão disse certo dia que “Só há duas razões que levam o homem à ação: o medo e a motivação”.

Estaremos hoje motivados a valorizarmos o que nos une, ou vivemos amedrontados com o que nos separa?

(1) Fonte: Expresso

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Era capaz de fazer como o Dan Price? – Fátima Rodrigues

  
Dan Price tem 30 anos, é fundador e presidente executivo da Gravity Payments, foi nomeado Empresário do Ano pela revista Entrepreneur e acabou de reduzir a sua remuneração em 90% para que todos os seus funcionários recebam um salário anual de pelo menos 70 000 dólares.

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Estaria disposto a receber menos 90% da sua atual remuneração para tentar reduzir as desigualdades salariais na empresa sem ameaçar a sua saúde financeira, sem aumentar os custos aos clientes e sem reduzir a prestação dos serviços que oferece?

Dan considera que "A tabela que o mercado tem para mim, como presidente executivo, comparada com a de um trabalhador de nível intermédio, é ridícula. É absurda." Esta medida traduziu-se num aumento salarial de 70 dos seus colaboradores, 30 dos quais com um salário duplicado face ao anterior.

Deixemos agora o Dan descansar e pensemos na nossa realidade. Tendo em conta o salário mínimo do país e a média salarial do topo empresarial, não sofreremos nós também do mesmo? Será a diferença normal e expetável, tendo em conta o grau de especialização, de responsabilidade e de senioridade? Ou, pelo contrário, haverá entre ambas um imenso buraco negro? Já parou para pensar no que tal faz, ou desfaz, ao seu negócio?

Seria capaz de seguir o exemplo do Dan, por acreditar que tal seria um investimento na equipa e que se traduziria em largos ganhos para a empresa?

Dan Price sim. Este referiu que acredita que a motivação dos trabalhadores, ao receberem agora salários dignos, irá traduzir-se em mais negócio e numa melhor relação com os clientes, o que fará aumentar a faturação da sua empresa.

Acrescento ainda que, para além da motivação e das consequências que isso traz ao negócio, Dan conseguirá ainda atrair e reter mais talento, já não falando no retorno que a ampla divulgação da sua decisão e da cultura da empresa nos meios sociais mundiais gerará.

Se fizer uma busca no Google pelo nome do empresário, verá uns impressionantes 480 000 000 de resultados de cobertura mundial. Isto para um jovem empresário de Seatlle que se dedica a apoiar pequenos e médios empresários locais no processamento de cartões de crédito.

Mas quem é Dan e como chegou até aqui?

Dan Price era membro de um grupo musical e, deparando-se com as dificuldades que a dona do bar onde atuavam regularmente estava a ter com a gestão do negócio, ajudou-a e conseguiram renegociar as taxas de pagamentos com cartões de crédito e a reestruturar o negócio. Fê-lo gratuitamente para a ajudar. O certo é que foi tão bom no que fez e impressionou de tal forma a empresária, que esta foi passando palavra sobre as capacidades do Dan e, em pouco tempo, o que começou por auxílio gratuito transformou-se num negócio. E assim nasceu a Gravity Payments, tecnológica de processamento de cartões de crédito sediada em Seatlle.

Dan tem hoje pouco mais de 10 mil clientes, 120 colaboradores e uma cultura organizativa que considera única e ser o fator diferenciador e responsável pelo seu sucesso. “A Gravity Payments teve a sua origem num favor e detém uma cultura e um conjunto de regras que todos seguem, com o princípio de ninguém roer a corda, porque todos vamos tornarmo-nos mais ricos, (…) e onde todos somos decisores-chave e estamos determinados a fazer tudo o que for preciso, porque todos estamos focados no servir os outros”, disse Dan. O servir os outros de que fala, vai muito para além dos clientes.

Acha que a sua empresa tem uma forte componente social? E se lhe disser que, para além de tudo o que já lhe contei, Dan ainda dá cerca de mil dólares anualmente a cada colaborador para entregarem à organização de ação social que escolherem e que participa frequentemente como empresa em ações de voluntariado?

Se pensarmos bem, não é assim uma novidade tão grande. Se pensar, conseguirá como eu lembrar-se de vários autores de gestão e vários gestores que seguiram a máxima do retorno à comunidade, como caminho para o sucesso empresarial.

Já aqui falámos pelo menos de dois que o fazem e em português: o grupo Nabeiro que constrói escolas e concede bolsas de estudo a crianças e jovens da zona onde se encontra sedeada, mas também de outras, como, por exemplo, em Portugal e em Timor; e a HBD, cuja ação social em São Tomé e Príncipe é do conhecimento geral, procurando atuar na promoção do desenvolvimento do país e na melhoria das condições de vida da população.

O que está disposto a fazer pelos seus, por eles, pelos seus clientes, pelo seu negócio e pelo(s) país(es) que o acolhe(m)? Vai ver que é como o velhinho spot publicitário do Totoloto: “é fácil, é barato e dá milhões”!

A gratidão e a atitude não são desafios, são escolhas.” - Robert Braathe, Braathe Enterprises

Excerto da entrevista com Dan Price:



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Está preparado para o que aí vem? – Fátima Rodrigues

  
Já deu por si a lembrar hábitos e produtos de há alguns anos atrás e a sentir-se ultrapassado pelo tempo? Como é possível que pessoas pouco mais novas do que você não conheçam algo de que fala? Estará a ficar velho ou é o mundo que está a mudar a uma rotação diferente?

Futuro-teconogia

Correndo o risco de alguns do que estão a ler não terem/perceberem do que falo, pergunto: Lembra-se do seu primeiro gira-discos? E da pecinha que tinha de se guardar religiosamente para poder tocar vinis grandes (LP) e pequenos (single)? E das cassettes que gravávamos e regravávamos e ouvíamos sem parar nos "ultramodernos" walkmans?

E do ADSL? O meu primeiro acesso à net era o vermelhinho da netcetera com o pássaro amarelo. Ou dos cursos de datilografia que se faziam (eu fiz o meu qwerty!). E ainda se lembra de usar DOS? Muito usei no meu primeiro Schneider com a grande inovação das disquetes!

E de termos apenas dois canais de televisão que não transmitiam no dia inteiro? E quando programas como o festival da canção paravam o país e eram tema de conversa e de grandes títulos jornalísticos no dia seguinte?

Pois é. Hoje muitos já nem do escudo se lembram, quanto mais de termos de parar na fronteira com Espanha e de nos revistarem o carro.

Se pensarmos bem, as mudanças ocorrem hoje a um ritmo cada vez mais acelerado. O que hoje é inovação e a última novidade, amanhã está ultrapassado. O que nem pensávamos ser possível, e que só víamos em tempos em filmes futuristas, são hoje realidades e nem queremos crer como conseguimos viver sem eles.

Se pararmos para pensar, muitos são os produtos e serviços que hoje temos, cujo fim já conseguimos descortinar.

Assim muito rapidamente, ocorrem-me alguns:
  • Telefone fixo, talvez mesmo o móvel como o conhecemos hoje;
  • Suportes de memória (CD, DVD, cartões e discos de memória), com a expansão da cloud e de serviçoes streaming;
  • Dinheiro físico, cartões de débito e crédito (já ouviu falar das soluções da Square, Google e Apple?);
  • Cartões de informação e identificação, como o cartão de cidadão, passaporte e cartões de lojas (já experimentou a versão app que algumas lojas oferecem, como a cadeia H3?);
  • Carteiras (porta-moedas e de cartões);
  • Chaves e porta-chaves, com o crescente uso da impressão digital e ocular;
  • Títulos de viagem e de lazer, como passes de transporte e bilhetes (já conhece a solução da Vodafone com os sms?);
  • Empresas de táxis (já pode experimentar em Portugal e no Brasil a app do 99Taxis com localização por gps e pagamento por paypal e já ouviu falar do Uber?);
  • Carros conduzidos exclusivamente por humanos;
  • Cinemas e livros em papel;
  • Televisão por cabo;
  • Rececionistas em hotéis, bilheteiras e atendimento em restaurantes de fast food.

E podia continuar aqui para o mundo da restauração, com máquinas automáticas, desde a separação e distribuição de produtos diversos, como bebidas, até mesmo à confeção da comida. Estranho? Já ouviu falar no Robo Chef, que instala na sua cozinha e lhe prepara até 2000 refeições diferentes? E da pulseira que substitui o seu smartphone e projeta o ecrã no seu braço, onde pode fazer tudo o que faz hoje exclusivamente no aparelho?

E já ouviu falar no projeto Loon da Google, para levar a internet aos sítios mais recônditos do globo? Ou do carro da Tesla que se auto-conduz com grande autonomia e o da IDEO, que além de se auto-conduzir é também o seu escritório? Talvez já tenha tido oportunidade de ver os carros auto-conduzidos que circulam em Silicon Valley.

Estaremos nós e as nossas empresas preparadas para o ritmo cada vez mais rápido de mudança no mundo?

Andamos em ritmo de ação ou de reação à evolução e mudança que se vai operando nesta economia global?

Muito já se tem falado também nas mudanças intergeracionais que se vão sucedendo. Os chamados Milleniuns (ou Geração Y) e agora a Geração Z, que trazem diferentes motivações, aspirações e formas de trabalhar.

Estarão as nossas organizações preparadas para os receber, conseguir desenvolvê-los e levá-los ao seu potencial máximo?

Com a mudança a tornar-se numa constante e as necessidades e exigências do mercado a mudarem constantemente, torna-se imperioso abraçar os novos tempos, sem esquecer o emocional e o equilíbrio de vida, sob pena de perdermos a identidade e o que nos torna especiais e de valor na organização, na sociedade e na família que integramos.

Sente-se na vanguarda ou na retaguarda?

O futuro pertence àqueles que veem o potencial antes de este se tornar óbvio.”- John Scully, ex-CEO da PepsiCo e da Apple


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A história do fim do lamento – Fátima Rodrigues

  
Era uma vez um povo que falava a mesma língua, mas que vivia em países espalhados pelo mundo. Nesse povo, havia pessoas que estavam à frente das empresas e do governo dos seus países e que se lamentavam frequentemente de como havia poucos bons líderes e muitos maus chefes e faziam deste lamento um hábito.

Caminho-certo

Cansados do lamento, um grupo de bons líderes sonhou com um espaço que chegasse a todos os que conduzem pessoas e com a forma como poderiam ajudar os bons a serem melhores, os maus a perceberem como poderiam tornar-se bons e a inspirar os aspirantes a condutores de pessoas do futuro próximo. O objetivo era simples: acabar com o lamento e fazer acontecer.

Já percebeu, não é? Estou a falar do Portal da Liderança, de como e porque foi criada esta comunidade que todos os líderes falantes do português estão convidados a integrar e à qual conseguem aceder a partir de qualquer ponto do mundo.
É sempre a altura certa para fazer o que é acertado.” – Martin Luther King Jr.

Para os que se juntaram a nós mais recentemente, lembro que esta comunidade viu a luz da web a 16 de abril de 2013, o dia internacional da voz, para dar voz à experiência de quem lidera, como congregadora dos líderes fomentadores de tendências, executores exímios e influenciadores de pessoas, convidando-os a partilhar o que aprenderam na sua liderança, com a grande comunidade de falantes do português no mundo.

Com dois anos de existência, o Portal da Liderança começou o seu caminho de mão dada com o Sapo (agregador de conteúdo em português presente em vários países lusófonos). Com cerca de um ano e meio de vida, já tinha crescido o suficiente para seguir sozinho e avançou pelo seu próprio pé.

No seu crescimento, e relativamente às dinâmicas com que começou, foi dando passos e procurando ir ao encontro do que a comunidade sentia falta.

Por ordem de integração, ganhou…
  • Uma área de temáticas, onde periodicamente são congregados conteúdos de determinado tema, para que possa escolher o tema que o preocupa e encontrar diferentes análises e abordagens apenas com um click.
  • Uma área de colunistas, onde académicos e jornalistas económicos e financeiros dão a sua opinião.
  • O editorial semanal, onde procuro falar consigo, pessoa, e consigo, líder, numa busca por uma vida apaixonada, equilibrada, feliz e inspiradora.
  • O ponto de vista de um gestor empresarial na área da consultoria de gestão, que apoia e direciona o seu olhar.
  • Duas áreas de citações, uma com citações dos líderes da comunidade e outra com líderes internacionais, onde poderá inspirar-se e enriquecer o que vai escrevendo.
  • Os “Jovens Líderes”, composta por um conjunto de jovens líderes que se têm destacado pela sua liderança forte e inspiradora, pela inovação e criatividade, pela sustentabilidade e pela audácia nas áreas e mercados em que operam.
  Sem ação não se vai a lado nenhum.” - Gandhi

E porque tudo o que fazemos começa no zero, olhamos hoje para este princípio do caminho e agradecemos às mais de 300 mil pessoas que nos visitam e aos que já leram mais de 650 mil páginas deste Portal. 

Agradecemos aos mais de 210 mil portugueses, aos mais de 73 mil brasileiros, aos mais de 20 mil angolanos, aos mais de 7 mil cabo-verdianos, aos mais de 5 mil moçambicanos e 2 mil são-tomenses que nos consultaram.

Agradecemos a toda a comunidade lusófona espalhada pelo mundo que segue connosco, aos 7 mil norte-americanos, aos 4 mil britânicos, aos 3 mil espanhóis e franceses, aos 2 mil indonésios e alemães.

E porque temos visitas de todo o mundo, não queremos deixar de agradecer a todas as restantes proveniências que seguem connosco e que aqui não estou a referir em particular.

Nelson Mandela disse um dia que “Todos podemos superar as circunstâncias e alcançar o sucesso, se formos dedicados e apaixonados pelo que fazemos.” É assim que nos sentimos, dedicados e apaixonados por este Portal da Liderança que só faz sentido se estivermos na sua companhia.

946 notícias, 142 artigos de opinião, 140 entrevistas, 120 artigos, 64 sugestões de leitura, 27 programas de formação para executivos, 7 temáticas depois… lançamos nesta semana a aplicação do Portal da Liderança para Android. IOS? Sim, lá chegaremos!

Vai continuar a caminhar connosco? Venha daí!


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