“Aqueles que começam a viagem connosco, raramente a acabam connosco.”, diz John C. Maxwell no seu
Livro de Ouro da Liderança. Quem de nós pode dizer que tal nunca lhe aconteceu? Que olha hoje para trás e a equipa com quem começou a empresa, a primeira equipa que liderou, é ainda exatamente a que tem hoje?
E de quem é a culpa? De todos e de ninguém.
Há pessoas que nos deixam porque aquilo que nos apaixona e que queremos para a organização, não é o que também as apaixona e faz sentido nas suas vidas.
Há outros que nos deixam porque a organização cresceu e evoluiu e as necessidades são hoje diferentes das que eram quando entrou no barco. Por vezes, a organização cresce mais depressa do que quem a integra.
Há, pelo contrário, organizações que não conseguem acompanhar a evolução de algumas das suas pessoas, que querem dar mais, aprender mais, conquistar mais do que a casa consegue acompanhar.
“Todas as organizações têm uma taxa de abandono. Pessoas entram e pessoas saem. A questão não é se as pessoas estão a sair. A questão é quais são as pessoas que estão a sair.”, diz-nos John C. Maxwell.
Embora seja normal, e até desejável, que haja quem entra e quem saia da equipa, há quem nos deixe porque não fizemos bem o nosso trabalho.
Acompanhámos a evolução da pessoa, reconhecemos-lhe capacidade e mérito, mas depois não procurámos colocá-la no lugar certo na organização, de acordo com as suas valências e atual desejo de evolução. Não teremos culpa por esta, um dia, nos dizer que se vai embora? O que fizemos para a manter apaixonada e motivada? E quem/o que andamos a promover e a recompensar? Estará alinhado com o tipo de atitudes/competências/talentos que queremos reter?
Nas palavras de John C. Maxwell, “Não nos enganemos: até certo ponto, escolhemos quem perdemos. Se mantivermos e recompensarmos pessoas não comprometidas ou pessoas improdutivas, a nossa equipa acabará por ser formada por pessoas não comprometidas e improdutivas. O que é recompensado é o que vinga. “ Esteja atento a quem anda a perder e a
quem tem ao seu lado.

E se é certo que, no final, haverá sempre quem abandone o barco, o que lhes comunicamos na hora da saída? Reconhecimento pelo que deram à organização, pelo que ajudaram na construção do que esta é hoje, ou ressentimento pela saída e indiferença no último dia de casa?
Há uns tempos, vi uma pequena reportagem sobre como as lojas da Apple se despedem de um colaborador que deixa a casa. Para além de fazerem do último dia um dia especial, fazem um corredor de mãos à saída, pelo qual este passa nos seus últimos momentos como colaborador da casa, em que é brindado com palavras de carinho e reconhecimento pelos até então colegas.
Está a pensar que isso é a Apple? Pois engane-se. Também por cá há quem faça do último dia de um trabalhador na casa, um dia de festa.
A casa que promove o Portal da Liderança, a
Leadership Business Consulting, empresa internacional, é certo, mas de raiz portuguesa, fá-lo.
Nesta casa, o último dia de alguém é sempre um dia de festa. É recebido de manhã com carinho especial, o almoço é sempre com os colegas presentes nesse escritório e em ambiente de festa, e o dia acaba com uma lembrança da casa, um agradecimento pelo que a esta deu durante a sua permanência e é acompanhado à porta, para que um dia volte! Tem mesmo uma iniciativa, o "És-Leadership", que congrega todos os que já passaram pela Empresa e que promove alguns encontros entre todos, os atuais e os que já ajudaram a construí-la no passado.
É certo que nesta casa flui o espírito que o escritório de São Francisco e a presença em Silicon Valley lhe dá, nunca fechando as portas à inovação e à importação das melhores práticas que encontra no Valley, a cada edição do programa de executivos que lá promove anualmente, ou a cada processo de incubação de uma startup que faz. Mas, se é esse o segredo, então está ao alcance de todos os que queiram fazer essa experiência.
Como é o último dia de quem deixa a sua organização? Qual a mensagem que passa e com que seguem para novos caminhos, quem sabe, como eventuais clientes no futuro?